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ABA

 A Análise do Comportamento Aplicada (ABA) é uma abordagem científica que visa compreender e melhorar comportamentos humanos socialmente relevantes. Ela se baseia em princípios do aprendizado e do comportamento para desenvolver intervenções eficazes.


Críticas frequentemente levantadas sobre a ABA:

  1. Robotização e Mecanização do Comportamento: Uma das críticas mais comuns é que a ABA pode levar a comportamentos que parecem "robotizados" ou "mecanizados", sem naturalidade, especialmente quando o ensino é muito focado em respostas discretas e repetitivas.

  2. Supressão de "Stims" (Comportamentos Autoestimulatórios): Muitos autistas criticam a tentativa de eliminar ou reduzir "stims" (comportamentos autoestimulatórios, como balançar, mexer as mãos), que são vistos por eles como formas de autorregulação e expressão, e não necessariamente como comportamentos problemáticos.

  3. Foco em "Normalizar" o Indivíduo: Há a percepção de que a ABA busca fazer com que pessoas autistas se encaixem nos padrões neurotípicos, em vez de aceitar e valorizar a neurodiversidade.

  4. Uso de Punição (Histórico): Embora a ABA moderna evite o uso de punição, historicamente a abordagem utilizou técnicas aversivas. Isso gerou traumas em alguns indivíduos e é uma fonte persistente de críticas.

  5. Potencial de Traumatização: Relatos de autistas adultos que passaram por ABA na infância descrevem a experiência como traumática, sentindo-se "adestrados" ou forçados a suprimir suas características naturais.

  6. Intensidade e Carga Horária Elevada: Os programas de ABA geralmente exigem muitas horas de terapia por semana, o que pode ser exaustivo para a criança e a família, sobrecarregando o indivíduo e podendo causar estresse e crises.

  7. Falta de Respeito à Autonomia da Criança: Críticos argumentam que, em algumas aplicações, a ABA pode não dar voz suficiente à criança ou considerar seus interesses e motivações intrínsecas.

  8. Generalização Insuficiente: Embora a generalização seja um dos princípios da ABA, na prática, alguns programas podem falhar em garantir que as habilidades aprendidas na terapia sejam aplicadas em outros ambientes e com outras pessoas.

  9. Dependência do Terapeuta: Se não for bem planejada, a intervenção pode criar uma dependência do terapeuta, onde a criança só se comporta de determinada maneira na presença dele.

  10. Aplicações Uniformes e Não Individualizadas: A crítica de que a ABA é aplicada como um "manual" rígido, sem considerar a individualidade e as características específicas de cada pessoa dentro do amplo espectro do TEA.

  11. Ênfase Excessiva em Déficits em vez de Forças: Alguns argumentam que a ABA se concentra mais na redução de comportamentos problemáticos e no desenvolvimento de habilidades em que há déficits, em vez de identificar e potencializar as forças e interesses do indivíduo.

  12. Custos Elevados e Acesso Limitado: As terapias ABA podem ser muito caras, e a dificuldade de acesso a profissionais qualificados e a cobertura por planos de saúde é um obstáculo significativo para muitas famílias.

  13. Alta Rotatividade de Pessoal: A alta rotatividade de terapeutas e assistentes de ABA pode prejudicar a consistência e a qualidade do tratamento, especialmente para indivíduos que dependem de rotinas e familiaridade.

  14. Foco Limitado em Habilidades Sociais Complexas: Algumas críticas apontam que a ABA pode ser mais eficaz para ensinar habilidades básicas e funcionais, mas menos eficaz para desenvolver habilidades sociais mais complexas, como empatia e compreensão de nuances sociais.

  15. Não Aborda as Causas Subjacentes: A ABA foca na modificação do comportamento observável, mas críticos argumentam que ela pode não abordar as causas subjacentes ou os fatores internos que levam a certos comportamentos.

  16. Visão Reducionista do Ser Humano: A abordagem é vista por alguns como reducionista, tratando o ser humano como um conjunto de comportamentos isolados, sem considerar a complexidade da experiência interna, emoções e pensamentos.

  17. Origens Históricas e Éticas Questionáveis: Alguns críticos apontam para as origens da análise do comportamento, que em alguns momentos envolveu aversivos e uma perspectiva de controle, levantando preocupações éticas sobre a filosofia subjacente.

  18. Ausência de Neurodiversidade no Desenvolvimento da Abordagem: A ABA foi desenvolvida por neurotípicos, e a comunidade autista frequentemente se sente excluída do processo de definição de objetivos e estratégias de intervenção.

  19. Falta de Foco em Aspectos Emocionais e Saúde Mental: Embora indiretamente possa haver melhorias, a ABA não tem um foco central em questões de saúde mental, ansiedade ou regulação emocional em si, que são cruciais para muitos autistas.

  20. Riscos de Aplicação por Profissionais Não Qualificados: A falta de regulamentação e certificação rigorosa em alguns locais pode levar à aplicação inadequada da ABA por profissionais sem o treinamento e a ética necessários, o que amplifica muitas das críticas mencionadas.






Conceitos Fundamentais da ABA

Para entender a ABA, é essencial conhecer seus conceitos chave:

  • Comportamento: Na ABA, "comportamento" refere-se a qualquer ação observável e mensurável que um organismo faz. Não se trata apenas de comportamentos problemáticos, mas também de habilidades e ações que queremos desenvolver.

    • Comportamentos-alvo: São os comportamentos específicos que se deseja aumentar (ensinar ou fortalecer) ou diminuir (reduzir ou eliminar).

  • Antecedente (A): É o que acontece antes do comportamento. São os estímulos ou eventos no ambiente que precedem uma ação e podem influenciar sua ocorrência.

    • Exemplo: Um professor dá uma instrução ("Pegue o lápis").

  • Comportamento (B): É a resposta observável do indivíduo ao antecedente.

    • Exemplo: A criança pega o lápis.

  • Consequência (C): É o que acontece depois do comportamento. As consequências podem aumentar ou diminuir a probabilidade de um comportamento ocorrer novamente no futuro.

    • Exemplo: O professor elogia a criança ("Muito bem!").

    Esses três termos formam o Modelo ABC (Antecedente-Comportamento-Consequência), que é a base para a análise e intervenção comportamental.

  • Reforço: É o processo pelo qual uma consequência aumenta a probabilidade de um comportamento se repetir no futuro.

    • Reforço Positivo: Adicionar algo agradável (um elogio, um brinquedo, acesso a uma atividade preferida) após um comportamento desejado para que ele ocorra com mais frequência. É o pilar da ABA.

      • Exemplo: A criança responde corretamente e ganha um adesivo.

    • Reforço Negativo: Remover algo aversivo ou desagradável após um comportamento desejado para que ele ocorra com mais frequência.

      • Exemplo: A criança completa uma tarefa chata e, como resultado, não precisa fazer outra atividade que não gosta. (Não confundir com punição).

  • Punição: É o processo pelo qual uma consequência diminui a probabilidade de um comportamento se repetir no futuro. Geralmente envolve a apresentação de um estímulo aversivo ou a remoção de um estímulo agradável. Embora seja um princípio comportamental, a ABA moderna prioriza o reforço positivo e busca minimizar o uso de punições.

  • Extinção: É a retirada do reforço para um comportamento previamente reforçado, a fim de diminuir a frequência desse comportamento.

    • Exemplo: Uma criança chora para chamar atenção e o pai ignora o choro, não dando atenção (retirando o reforço que era a atenção).

  • Modelagem (Shaping): É o processo de reforçar aproximações sucessivas de um comportamento-alvo até que o comportamento completo seja aprendido. É útil para ensinar habilidades complexas.

    • Exemplo: Para ensinar a criança a escrever o nome, primeiro se reforça apenas segurar o lápis, depois fazer um traço, depois uma letra, e assim por diante.

  • Encadeamento (Chaining): Ensinar uma sequência de comportamentos para completar uma tarefa complexa. A tarefa é dividida em pequenas etapas, e cada etapa é ensinada em ordem.

    • Exemplo: Escovar os dentes pode ser dividido em: pegar a escova, colocar pasta, molhar a escova, escovar os dentes, cuspir, enxaguar.

  • Prompting (Dicas/Pistas) e Fading (Remoção Gradual de Dicas):

    • Prompting: Oferecer ajuda (verbal, gestual, física) para que o indivíduo realize o comportamento desejado.

    • Fading: Retirar gradualmente as dicas à medida que o indivíduo se torna mais independente na realização do comportamento. O objetivo é que o comportamento ocorra sem qualquer ajuda.

  • Generalização: A capacidade de aplicar uma habilidade aprendida em diferentes contextos, com diferentes pessoas, materiais ou em diferentes momentos. É crucial para que as habilidades sejam funcionais na vida real.

    • Exemplo: Uma criança aprende a pedir "água" em casa e consegue usar essa palavra também na escola ou na casa da avó.

  • Análise Funcional: É o processo de identificar a "função" ou o "propósito" de um comportamento. Todo comportamento ocorre por uma razão. As principais funções do comportamento são:

    • Atenção: O comportamento ocorre para obter atenção de outras pessoas (positiva ou negativa).

    • Fuga/Esquiva: O comportamento ocorre para escapar ou evitar uma situação, demanda ou tarefa indesejada.

    • Acesso a Tangíveis/Atividades: O comportamento ocorre para obter um item preferido ou acesso a uma atividade.

    • Estimulação Sensorial: O comportamento produz uma sensação interna que é reforçadora para o indivíduo (autoestimulação).


7 Dimensões da ABA

Além desses conceitos, a ABA é definida por sete dimensões, que garantem sua aplicação eficaz e ética:

  1. Aplicada: Foca em comportamentos que são socialmente significativos e relevantes para a vida do indivíduo.

  2. Comportamental: Baseia-se em comportamentos observáveis e mensuráveis.

  3. Analítica: Demonstra uma relação funcional entre as intervenções e as mudanças no comportamento (usa dados para tomar decisões).

  4. Tecnológica: Os procedimentos são descritos de forma clara e detalhada, permitindo que outros possam replicá-los.

  5. Conceitualmente Sistemática: As intervenções são baseadas em princípios da análise do comportamento (como reforço, extinção, etc.).

  6. Eficaz: As intervenções produzem mudanças significativas e duradouras no comportamento.

  7. Generalizável: As mudanças comportamentais se mantêm ao longo do tempo e se estendem a diferentes ambientes e situações.

A ABA é uma ciência em constante evolução, e a compreensão desses conceitos é fundamental para sua aplicação correta e para promover o desenvolvimento e a independência dos indivíduos.




exemplos de estratégias frequentemente usadas na ABA:

  1. Reforço Positivo: Conceder um item preferido, elogio, acesso a uma atividade divertida ou um sinal de "ótimo trabalho" imediatamente após a ocorrência de um comportamento desejado para aumentar a probabilidade de que ele aconteça novamente.

    • Exemplo: Uma criança pede "mais suco" e imediatamente recebe o suco e um elogio.

  2. Reforço Diferencial de Comportamentos Alternativos (DRA): Reforçar um comportamento alternativo e mais apropriado enquanto se coloca o comportamento problemático em extinção.

    • Exemplo: Em vez de gritar para chamar atenção, a criança levanta a mão e é imediatamente elogiada e atendida, enquanto o grito é ignorado.

  3. Extinção: Remover o reforço que mantém um comportamento problemático, fazendo com que ele diminua gradualmente.

    • Exemplo: Uma criança chora para obter um brinquedo, e o adulto não cede ao choro, não dando o brinquedo até que o choro pare.

  4. Modelagem (Shaping): Reforçar aproximações sucessivas de um comportamento-alvo até que o comportamento completo seja dominado.

    • Exemplo: Para ensinar a criança a falar "bola", primeiro se reforça o som "b", depois "bo", e então a palavra completa "bola".

  5. Encadeamento (Chaining): Dividir uma tarefa complexa em etapas menores e ensinar a sequência dessas etapas. Pode ser "para frente" (ensinar a primeira etapa, depois a segunda, etc.) ou "para trás" (ensinar a última etapa primeiro e ir regredindo).

    • Exemplo: Ensinar a rotina de lavar as mãos (abrir a torneira, molhar as mãos, pegar o sabonete, etc.) passo a passo.

  6. Instrução de Tentativas Discretas (DTT - Discrete Trial Teaching): Uma estratégia estruturada onde uma instrução clara é dada, a criança responde, e a consequência é fornecida, geralmente em um ambiente controlado e repetitivo.

    • Exemplo: O terapeuta diz "aponte para o cachorro", a criança aponta, e o terapeuta diz "muito bem!" e oferece um reforçador.

  7. Ensino em Ambiente Natural (NET - Natural Environment Teaching): Ensinar habilidades dentro do contexto natural e funcional onde a habilidade será utilizada, aproveitando as motivações da criança.

    • Exemplo: Ensinar a pedir um biscoito quando a criança vê um biscoito e demonstra interesse.

  8. Prompting (Dicas): Fornecer ajuda para garantir que o indivíduo realize o comportamento correto. As dicas podem ser físicas (ajuda manual), visuais (figuras), verbais (instruções), gestuais (apontar), ou de posição.

    • Exemplo: Guia física para ajudar a criança a pegar o lápis corretamente.

  9. Fading (Remoção Gradual de Dicas): Reduzir gradualmente a intensidade ou a frequência das dicas à medida que o indivíduo se torna mais independente na realização da habilidade.

    • Exemplo: Começar com ajuda física total para a criança vestir a camisa e, aos poucos, diminuir a ajuda até que ela consiga sozinha.

  10. Modelagem por Imitação (Modeling): Demonstrar o comportamento desejado para que o indivíduo possa imitá-lo.

    • Exemplo: O terapeuta demonstra como construir uma torre de blocos e pede para a criança fazer igual.

  11. Reforço de Reforçadores (Pairing): Associar o terapeuta e o ambiente de terapia a experiências agradáveis, como brincadeiras e itens preferidos, para que o terapeuta se torne um reforçador por si só.

    • Exemplo: O terapeuta oferece brinquedos e interage de forma divertida com a criança antes de iniciar as instruções formais.

  12. Manejo de Contingências (Contingency Management): Organizar as consequências para os comportamentos, deixando claro o que acontece quando um comportamento ocorre ou não.

    • Exemplo: "Se você terminar sua lição de casa, você pode jogar videogame por 30 minutos."

  13. Economia de Fichas (Token Economy): Um sistema onde fichas (ou pontos, estrelas) são dadas como reforço imediato por comportamentos desejados. Essas fichas podem ser trocadas posteriormente por um reforçador maior.

    • Exemplo: A criança ganha uma ficha por cada tarefa completada e, ao acumular 10 fichas, pode escolher um brinquedo da caixa de prêmios.

  14. Análise Funcional do Comportamento (FBA): Um processo para identificar a função (o "porquê") de um comportamento desafiador, observando os antecedentes e as consequências. Essencial para planejar intervenções eficazes.

    • Exemplo: Observar que a birra de uma criança sempre ocorre quando ela quer um brinquedo específico (função: acesso a tangível).

  15. Programação de Generalização: Criar oportunidades para que as habilidades aprendidas sejam usadas em diferentes ambientes, com diferentes pessoas, e com diferentes materiais.

    • Exemplo: Praticar a habilidade de pedir "água" na escola, em casa e na casa da avó.

  16. Ensino por Tentativas Aleatórias (Random Rotation): Apresentar instruções de forma variada e imprevisível para garantir que a criança não esteja apenas memorizando a ordem, mas realmente aprendendo a habilidade.

    • Exemplo: Em vez de sempre pedir "aponte o cachorro", depois "aponte o gato", variar a ordem das perguntas.

  17. Reforço Diferencial de Outro Comportamento (DRO): Reforçar o indivíduo por não exibir um comportamento indesejado por um determinado período de tempo.

    • Exemplo: Se a criança não morder os lábios por 5 minutos, ela ganha um pequeno reforçador.

  18. Interrupção e Redirecionamento (Response Interruption and Redirection - RIRD): Interromper um comportamento estereotipado ou autoestimulatório e redirecionar a atenção para uma atividade funcional ou interação.

    • Exemplo: Se uma criança começa a balançar excessivamente, o terapeuta a interrompe gentilmente e a convida para um jogo com bolas.

  19. Programação de Resposta (Response Prompting): Usar dicas para elicitar a resposta correta e, em seguida, remover as dicas à medida que a habilidade é dominada.

    • Exemplo: Para ensinar a nomear uma figura, o terapeuta inicialmente diz "cachorro", e a criança repete. Com o tempo, o terapeuta apenas mostra a figura e espera a criança nomear sozinha.

  20. Treinamento de Habilidades de Comunicação Funcional (FCT - Functional Communication Training): Ensinar uma forma de comunicação socialmente apropriada para substituir um comportamento desafiador que tem a mesma função.

    • Exemplo: Ensinar a criança a usar um cartão de comunicação ou dizer "ajuda" para pedir assistência, em vez de gritar ou jogar objetos quando tem dificuldades.

Essas estratégias são frequentemente usadas em conjunto, e um bom programa ABA é sempre individualizado, adaptado às necessidades e objetivos de








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